Motivação e o Treino

Musculação, treino ou exercícios de força são utilizados para denominar a mesma prática (Rizzetto, 2010). Esta modalidade pode ser definida como sendo: execução de movimentos biomecânicos localizados em segmentos musculares definidos com a utilização de sobrecarga externa ou do próprio corpo (Guedes, 1997).

Os exercícios de força, são adequados não só para indivíduos saudáveis, mas também seguro e eficiente em indivíduos cardiopatas e hipertensos (Rizzetto, 2010). O ganho de força é um fator com grande importância para que procure a musculação como uma forma de treino físico (Amorim, 2010). Neste caso o ganho de força torna-se um fator motivacional para a prática de musculação.

Num estudo realizado por Amorim (2010), os fatores motivacionais para a prática de musculação por adultos jovens com faixa etária de 18 a 30 anos, sua amostra foi composta por 40 indivíduos do sexo masculino, seus resultados demonstram que os principais fatores motivacionais estão relacionados com estética, prazer e saúde seguidos de sociabilidade, controlo de stress e por último competitividade. Liz (2011) aponta como causas mais frequente para a iniciação a musculação, um público cuja faixa etária mais frequente foi de 18 a 30 anos por ela causar a sensação de bem-estar, ajudar a manter o corpo em forma, fortalece o corpo e melhora a condição física, socialização, produz resultados rápidos, melhora saúde produz disposição para a realização de tarefas diárias. O mesmo autor revela os resultados do seu estudo quanto aos fatores mais frequentes para a desistência da prática de atividade física, sendo eles, falta de tempo, atendimento profissional desqualificado, poucos aparelhos para a prática, cansaço, ocorrência de lesão, não promover a socialização entre os praticantes, monotonia.

Em estudo realizado para identificar a motivação para prática regular de atividades físicas em ginásios Balbinotti e Capozzoli (2008) relatam que as mulheres apresentam médias aritméticas nominais maiores que as dos homens nas seguintes dimensões: Controlo de stress, Saúde e Estética. Já os homens, apresentam maiores médias nominais nas dimensões Sociabilidade, Competitividade e Prazer.

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Motivação Extrínseca e Intrínseca

A motivação pode ser dividida:

  • Motivação Extrínseca;
  • Motivação Intrínseca.

 

A motivação extrínseca ocorre em todos os seus níveis, relaciona-se com razões fora da atividade, como integração a determinado grupo, reconhecimento, evitar o castigo ou receber uma premiação, são atividades que são realizadas não apenas pelo prazer que elas proporcionam (Amorim, 2010).

A motivação intrínseca o sujeito ingressa na atividade por vontade própria, diga-se, pelo prazer e satisfação do processo de conhecê-la, explorá-la, aprofundá-la (Balbinotti, & Capozzoli, 2008). “O prazer pela atividade é promovido através da compreensão das necessidades, interesses e metas individuais” (Rocha, sem data). Segundo Amorim (2010), os indivíduos intrinsecamente motivados são aqueles que por si, conseguem realizar qualquer que seja a atividade, tendo capacidade suficiente para realizá-la, controlando as suas ações e proporcionando a si próprio o prazer e o desfrute para com as mesmas. Essa motivação pode ser acentuada se as pessoas possuírem autocontrolo, autodeterminação, autoconfiança e autonomia para realizar determinada tarefa.

            Segundo Singer (1984), os motivos intrínsecos não existem sem os extrínsecos, sendo os primeiros condição necessária dos segundos. Por outras palavras, os motivos intrínsecos determinam os extrínsecos e estes, por seu turno, regulam os primeiros, ou seja, se não existir um motivo extrínseco, o sujeito pode não se sentir motivado para determinada ação ou atividade, uma vez que não se sente totalmente satisfeito, mesmo se tiver uma elevada motivação intrínseca. Este facto assume uma maior relevância em crianças e jovens. Talvez por isto, Alderman (1983) e Brito (1994), consideraram um terceiro tipo de motivação – a intermédia, que representa uma área intermédia entre o desejo interior e a afirmação exterior (necessidade de filiação e participação no grupo).

Motivação

Motivação refere-se a um estado interno que pode resultar de uma necessidade. É descrito como despertador, de comportamento geralmente dirigido para a satisfação da necessidade desejada por um individuo. Motivos estabelecidos principalmente pela experiência são conhecidos simplesmente como motivos. Aqueles que surgem para satisfazer necessidades básicas relacionadas com a sobrevivência e derivados da psicologia são geralmente chamados de impulsos (Davidoff, 2004).

É difícil definir exatamente o conceito de motivação, uma vez tem sido utilizada com diferente sentido. De modo geral, motivo é tudo aquilo que impulsiona a pessoa a agir de determinada forma ou, pelo menos, que dá origem a uma propensão a um comportamento específico. Esse impulso à ação pode ser provocado por um estímulo externo e pode ser também gerado internamente nos processos mentais do individuo (Chiavienato, 1997).

Segundo Paim (2002), motivação é um termo que abrange qualquer comportamento dirigido para um objetivo que se inicia com um motivo, esse provoca um determinado comportamento para a realização do que se foi objetivado, sendo assim indivíduos diferentes podem praticar a mesma atividade. Daí foram realizados vários estudos para verificar os principais fatores motivacionais que têm levado as pessoas a procurarem os ginásios para procurarem a solução para os seus motivos. Sabemos também como foi situado por Donizete (2001) que a motivação é totalmente individualizada e diferenciada em sua complexidade.

Motivação pode ser descrita como a força motriz interna dos indivíduos que os impele à ação. Esta força produzida por um estado de tensão, que existe em função de uma necessidade de insatisfação. Os indivíduos esforçam-se tanto consciente quanto inconsciente para reduzir esta tensão através do comportamento que eles esperam que vá satisfazer suas necessidades e, portanto, aliviá-lo da tensão que sentem (Schiffmam & Kanuk, 2000). Não importa o tipo de tratamento que se pretende desenvolver em um individuo o caminho motivacional será sempre o de suas necessidades pessoais, sejam elas físicas, espirituais, estéticas, económicas. (Feijo, 1998).

 

 

A motivação é um termo que abrange qualquer comportamento dirigido para um objetivo, que se inicia com um motivo e provoca um comportamento específico para a realização de uma determinada meta.

(Paim, Pereira, 2004)